Uma noite, minha mãe me contou uma historia de terror, era Halloween e eu não sei de onde ela inventou, mas sempre que eu pergunto ela diz que não se lembra da historia que havia me aterrorizado noite após noite.
Ela se sentou nos pés da minha cama, desligou as luzes e trouxe um candelabro macabro com velas acesas, ela havia acabado de sair do banho, dava para ver o vapor escapando dela como uma aura, e a mascara hidratante verde no rosto dela foram um bônus para o terror, então com uma voz tão suave quanto um sussurro e tão clara quanto Vodka começou a falar- Havia um lenhador chamado Hank Hawkins, ele morava aqui, na casa abandonada do lado do Jerry, ele era um homem de educação encantadora, tão cavalheiro quanto qualquer conde, duke ou barão, persuadindo vários corações de pretendentes a se apaixonarem. Só que havia falta de emoção e indiferença em seus pensamentos, pois dizia ele que conhecia os truques do amor, e que jurou nunca se deixar enganar. Mas para a surpresa de todos ele se apaixonou, uns diziam que sabiam que iria acontecer um dia, outros lamentavam, mas ele cedeu toda sua existencia para os desejos de sua amada, para ela, Ryna, ninguem sabe de onde ela veio, parece que só depois de ela se envolver com Hank notaram a existência dela, olhos azuis desafiadores e firmes, cabelos até os ombros soltos e negros, suas feições pareciam ter sido esculpidas em ferro, sua alma despertava os mais profundos medos e tristezas em quem a encarasse e deixava amargura e ciumes por onde passava, mas Hank se mantinha forte na prol da felicidade que nunca havia sido maior, e , dizia ele, que finalmente entendera que o amor não usa truques, por mais que sentisse seu coração pesar a cada tora de lenha cortada.
O tempo passou, uma noite, quando Hank abriu a porta de sua casa, para declamar o 'boa noite' e o beijo de cinema, a porta se abriu e o machado caiu de sua mão, cortando 3 dedos do pé do valente lenhador que não demonstrou sinal algum de dor, mas a dor não veio porque seus olhos calaram sua boca com o que enxergavam, ele fitou Ryna no chão, no final da sala respingada de sangue encostada na parede, com 8 tiros espalhados pelo corpo, segurando um revolver encarando o recém chegado com aqueles olhos frios.
-Agora me escute- disse Ryna friamente- eu nunca te amei, eu menti para você esse tempo todo, você nunca me fez feliz e eu odeio você,e só para avisar, eu nunca te amei.- então ela atirou na Propria cabeça.....


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