Ele serve de torniquete para quem estásangrando
Mas toda a diversão que ele tem é a que consegue observar
Ninguém o ensinou a se relacionar ou conversar
Assim, passa toda sua vida dentro do hospital com os moribundos
Olhando pela janela, a vida passa em um dia nublado com chuva
Estancando feridas e curando aversões
Atento para ouvir se alguém de fora grita por socorro.
Que é a única coisa que ele sabe fazer.
Todo dia passam centenas de pessoas pelo seu cotidiano
Arrogantes, metidas, desmiolados, ignorantes...
Todos com cara de coitado, para ser atendido primeiro
Escondendo sua verdadeira personalidade
Ele não tem preconceito com ninguém
E talvez por isso seus pacientes sejam tão simpáticos
Pelo menos até sair do hospital
Porque la fora o tratam como animal


0 Desméritos:
Postar um comentário