Ah, como seu sangue é doce! Não que eu já tenha provado, mas posso sentir o seu gosto de tanta raiva só de lhe observar tão radiante, mesmo a distância.
Febrilmente alegre, me provocando, me testando se descuidando a cada movimento, pedindo para que eu lhe dilacere a alma.
Mas provocações baratas não funcionam comigo, só agravam a dor do momento em que eu irei toma-la em meus braços. Almas desse tipo são gananciosas, se prendem ao corpo na esperança de que tenham mais um último suspiro, nessas horas posso ser amigável, mas nessas horas você não vai querer um amigo.
Não se preocupem, a morte é tudo, menos injusta.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Razor
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